Vontade de retribuir uma das maiores demonstrações de amor e carinho que já recebi. Uma sensibilidade ímpar e inspirada aliada à facilidade com as palavras. Emocionante.
Vontade de tentar explicar tudo que passei, tudo que passou e o que anda acontecendo. O medo do desconhecido e a rotina que incomoda e cansa aliados à espera(nça). Demorado.
Falar do dono sem postura, do trabalho que não realiza - nada e à mim, da volta aos jantares, da festa de hoje a noite, da viagem de amanhã.
Falar da vida que, aos poucos, volta a ser minha e volta a ser linda.
Vontade de tudo isso, tempo sobrando e nada saindo.
É mole? Ou quer mais?! =D
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O tal ano da mudança
Quando, lá em janeiro, revistas, horóscopos baratos, amigos e amigas blasfemavam que esse era o ano do rato, o ano da mudança, confesso que me irritava.
Expectativa demais gera frustração demais e depositar todas as angústias do ano anterior no que está por vir só porque algum chinês há muito tempo atrás inventou um horóscopo que hoje dita a ordem do dia, me parece coisa de quem muito diz e nada faz.
E aí que já estamos em novembro, quase mais pra lá do que pra cá, e já dá pra começar a pensar no balanço do ano. E não é que tudo mudou mesmo? E não digo só por mim. Quando paro, penso e observo, está tudo diferente: pra mim, pra vocês e pra eles.
O chinês, as revistas, os amigos e as amigas estavam certos. Mas acho que só esqueceram mais umas velhas e sábias máximas da vida: mudar é difícil e pra mudar, crescer, evoluir tem que sofrer.
Mas como quem espera sempre alcança, que venha 2009, o ano do boi. O ano da disciplina, do reconhecimento e da colheita da plantação de outrora.
Confesso que prefiro. E, parando pra pensar, não é de hoje que boi é mais legal que rato.
Expectativa demais gera frustração demais e depositar todas as angústias do ano anterior no que está por vir só porque algum chinês há muito tempo atrás inventou um horóscopo que hoje dita a ordem do dia, me parece coisa de quem muito diz e nada faz.
E aí que já estamos em novembro, quase mais pra lá do que pra cá, e já dá pra começar a pensar no balanço do ano. E não é que tudo mudou mesmo? E não digo só por mim. Quando paro, penso e observo, está tudo diferente: pra mim, pra vocês e pra eles.
O chinês, as revistas, os amigos e as amigas estavam certos. Mas acho que só esqueceram mais umas velhas e sábias máximas da vida: mudar é difícil e pra mudar, crescer, evoluir tem que sofrer.
Mas como quem espera sempre alcança, que venha 2009, o ano do boi. O ano da disciplina, do reconhecimento e da colheita da plantação de outrora.
Confesso que prefiro. E, parando pra pensar, não é de hoje que boi é mais legal que rato.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Em casa.
Cheguei. Pela primeira vez ligo meu laptop. Estou em casa. 18 dias depois de chegar. Parece mentira, mas o ditado quem tem dois não tem nehum não poderia ser mais certo.
Tudo que pensei que seria, foi ao contrário. Nada fácil ou tranquilo, nada calmo, nada normal. Pelo menos, a única coisa que acertei foi a mais importante. E apesar de todos os pesares, tem sido legal. Muito. E dessa vez agradeço aos daqui, que com toda a paciência do mundo me ajudaram e ainda me esperam.
Ainda sem muito pra dizer, relembrando o que é acordar às 7h30, pão de queijo no carro, chegar às 9h, reunião às 10h, unha no almoço, jantar com pais, cerveja com amigos, 3 filmes imperdíveis em cartaz, 4 peças de teatro atraentes, shows interessantes e tá caro, hein?!
Só pra dizer que a mudança está praticamente feita, a conexão wi-fi já funciona, a decoração ainda falta e a cabeça está quase boa. E que estou com saudades. Daí e daqui.
Tudo que pensei que seria, foi ao contrário. Nada fácil ou tranquilo, nada calmo, nada normal. Pelo menos, a única coisa que acertei foi a mais importante. E apesar de todos os pesares, tem sido legal. Muito. E dessa vez agradeço aos daqui, que com toda a paciência do mundo me ajudaram e ainda me esperam.
Ainda sem muito pra dizer, relembrando o que é acordar às 7h30, pão de queijo no carro, chegar às 9h, reunião às 10h, unha no almoço, jantar com pais, cerveja com amigos, 3 filmes imperdíveis em cartaz, 4 peças de teatro atraentes, shows interessantes e tá caro, hein?!
Só pra dizer que a mudança está praticamente feita, a conexão wi-fi já funciona, a decoração ainda falta e a cabeça está quase boa. E que estou com saudades. Daí e daqui.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Obrigadinha.
(bobo e piegas, mas de coração hehe)
Pensei em escrever sobre a sensação dos últimos dias, sobre tudo que passou na mente e no coração, sobre o ano em que vivi uma vida 100% minha e sobre a alegria misturada com estranheza de voltar a dividí-la com as pessoas que tanto amo. Pensei em nem escrever nada, porque sabia que não sairia bom - está tudo confuso por aqui ainda. Mas achei melhor escrever para agradecer.
Agradecer ao país, à cidade e, principalmente,às pessoas que me acolheram tão bem e me deram um dos melhors anos da minha vida. Vivi e fui feliz por completo e devo isso aos grandes amigos que fiz! Confesso que não imaginei que faria amigos de verdade a essa altura e julgava até não ser mais necessário. Que engano.
Com o coração ainda apertado, obrigadinha por todos os Bairros, Lux, risadas, cervejas, jantares, festivais, verão, conversas, visitas, presente!!, atenção, carinho e amor que vcs me deram. Foi um prazer e uma honra conhecê-los.
Resumindo: insano, animal e surreal =D Percebes?
Pensei em escrever sobre a sensação dos últimos dias, sobre tudo que passou na mente e no coração, sobre o ano em que vivi uma vida 100% minha e sobre a alegria misturada com estranheza de voltar a dividí-la com as pessoas que tanto amo. Pensei em nem escrever nada, porque sabia que não sairia bom - está tudo confuso por aqui ainda. Mas achei melhor escrever para agradecer.
Agradecer ao país, à cidade e, principalmente,às pessoas que me acolheram tão bem e me deram um dos melhors anos da minha vida. Vivi e fui feliz por completo e devo isso aos grandes amigos que fiz! Confesso que não imaginei que faria amigos de verdade a essa altura e julgava até não ser mais necessário. Que engano.
Com o coração ainda apertado, obrigadinha por todos os Bairros, Lux, risadas, cervejas, jantares, festivais, verão, conversas, visitas, presente!!, atenção, carinho e amor que vcs me deram. Foi um prazer e uma honra conhecê-los.
Resumindo: insano, animal e surreal =D Percebes?
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Sticky & Sweet Hard Candy
Sticky: sim, músicas chiclete.
Sweet Candy: sim, ela é linda.
Hard: sim, é preciso paciência.
Então tá, Madonna. Quando eu tinha 10 anos ela foi ao Brasil. Chorei, grite, esperniei, não fui. Não é pra você, filhota, vamos no do Micheal Jackson (ironias do destino, há!). Um pouco mais tarde descobri que o show em questão era o Erotica. Entendi minha ausência alí, mas fiquei com a pulga.
Não sou super fã, não escuto Madonna com frequência, não pegaria fila de mais de 2 horas para vê-la. Mas tenho aquela adoração de menina, acho ela o máximo e queria muito ir num show. E fui. Domingo passado, com mais 75 mil pessoas.
Minhas expectativas eram super estrutura e ótima produção x músicas não tão boas, Madonna meio cansada (diziam as más línguas). Foi tudo ao contrário.
O palco tinha 45cm de altura. É, Madonna está numa fase carência. Decidiu que, nessa turnê, ela queria sentir o calor do público e por isso tal palco. Eu li, se é verdade ou não, vai saber. Mas quem deixou ser assim, errou. O palco é afundado, impossível de ver. Isso porque o local do show é fantástico e famoso por sua geografia íngreme favorável. Enfim, passados 30 minutos do início eu ainda não havia visto a Madonna. Para completar o pacote, os telões eram precários e voavam com o vento. Trágico.
Anda pra cima, pra baixo, pro lado, sobe, sobe, sobe. Achei meu lugar. Já separada dos amigos comecei a assistir. E que surpresa. Set list envolvente, dançante, equilibrado e a Madonna que eu sempre imaginei. Se aquilo é cansaço e velhice, sei lá eu o que é vigor e preparo. E uma produção de palco inacreditável, mas totalmente ofuscada pela distância. Em um DVD, com certeza, é muito melhor. Numa comparação rápida e pobre, mas só pra ilustrar, posso dizer que Chemical Brothers aprenderam melhor que ela a impactar 70 mil com luz, imagens e efeitos. Com a Madonna era assim: se concentrar e prestar atenção no palco ou curtir e se deixar levar pela música. Pelo menos, tanto um quanto outro valiam a pena!
O resultado? Uma noite dançante, 24h de músicas da Madonna na cabeça e corpo se mexendo involuntariamente no ritmo e a conclusão de que, dessa vez, o show é pra ela e não para o público. Tanto que foi embora sem agradecer, sem aplausos e sem ninguém perceber. Game Over.
Sweet Candy: sim, ela é linda.
Hard: sim, é preciso paciência.
Então tá, Madonna. Quando eu tinha 10 anos ela foi ao Brasil. Chorei, grite, esperniei, não fui. Não é pra você, filhota, vamos no do Micheal Jackson (ironias do destino, há!). Um pouco mais tarde descobri que o show em questão era o Erotica. Entendi minha ausência alí, mas fiquei com a pulga.
Não sou super fã, não escuto Madonna com frequência, não pegaria fila de mais de 2 horas para vê-la. Mas tenho aquela adoração de menina, acho ela o máximo e queria muito ir num show. E fui. Domingo passado, com mais 75 mil pessoas.
Minhas expectativas eram super estrutura e ótima produção x músicas não tão boas, Madonna meio cansada (diziam as más línguas). Foi tudo ao contrário.
O palco tinha 45cm de altura. É, Madonna está numa fase carência. Decidiu que, nessa turnê, ela queria sentir o calor do público e por isso tal palco. Eu li, se é verdade ou não, vai saber. Mas quem deixou ser assim, errou. O palco é afundado, impossível de ver. Isso porque o local do show é fantástico e famoso por sua geografia íngreme favorável. Enfim, passados 30 minutos do início eu ainda não havia visto a Madonna. Para completar o pacote, os telões eram precários e voavam com o vento. Trágico.
Anda pra cima, pra baixo, pro lado, sobe, sobe, sobe. Achei meu lugar. Já separada dos amigos comecei a assistir. E que surpresa. Set list envolvente, dançante, equilibrado e a Madonna que eu sempre imaginei. Se aquilo é cansaço e velhice, sei lá eu o que é vigor e preparo. E uma produção de palco inacreditável, mas totalmente ofuscada pela distância. Em um DVD, com certeza, é muito melhor. Numa comparação rápida e pobre, mas só pra ilustrar, posso dizer que Chemical Brothers aprenderam melhor que ela a impactar 70 mil com luz, imagens e efeitos. Com a Madonna era assim: se concentrar e prestar atenção no palco ou curtir e se deixar levar pela música. Pelo menos, tanto um quanto outro valiam a pena!
O resultado? Uma noite dançante, 24h de músicas da Madonna na cabeça e corpo se mexendo involuntariamente no ritmo e a conclusão de que, dessa vez, o show é pra ela e não para o público. Tanto que foi embora sem agradecer, sem aplausos e sem ninguém perceber. Game Over.
sábado, 13 de setembro de 2008
Plurais
Faz uma semana que virei motivo de gozação nacional e, considerando o país que vivo, pode ser preocupante. Por isso, divido com vocês minhas questões pra ver se alguém me ajuda. Tudo referente ao mesmo ponto, plurais. Vamos lá:
Quero comer aspargo ou quero comer aspargos?
Vocês têm saudades ou saudade?
Lixam o pé com pedra-pome ou pedra-pomes?
A dúvida é se estou com síndrome do Mussum ou se meu amigos têm dor na costa e não nas costas!
Quero comer aspargo ou quero comer aspargos?
Vocês têm saudades ou saudade?
Lixam o pé com pedra-pome ou pedra-pomes?
A dúvida é se estou com síndrome do Mussum ou se meu amigos têm dor na costa e não nas costas!
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
A tal da moda.
Juro que consigo imaginar a felicidade do gel e das cores fluorescentes de uns tempos pra cá. Eles, que tanto foram taxados de bregas, péssimos e símbolos daqueles anos tão cafonas, tiveram uma volta triunfal. Mais uma vez, o refrão "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima" mostra toda sua veracidade. A moda é anos 80, minha gente. E a felicidade geral é do mousse, da cintura alta e da polaina!
Mudando a esfera mas não o assunto, temos também o tomate seco, coitado! Terapia é pouco pra se recuperar do trauma. Imaginem: você é a sensação por anos...na pizza, na salada, na entrada, no salgado, só dá você! Todos te amam e nem se lembram como viviam antes do seu aparecimento. Aí que, num golpe de sorte, o alho-poró vem e rouba toda sua clientela. Quiche de tomate seco? Nem pensar!! Tem de alho-poró? Fora o quanto de dinheiro que os produtores, enlatadores e revendedores devem ter perdido em estoques e mais estoques dessa iguaria tão demodê.
Na mesma linha, temos a soja e a kinua-real. Da miséria ao topo em tempo recorde. Às vezes me pergunto: o que veio antes? A soja ou o vegetariano? E a soja que se cuide, por que do jeito que a coisa anda, logo logo a kinua já disparou na sua frente. E no meio de tudo isso, aposto que até o alho-poró já começou a se preocupar. Vai que a endívia pega, né?
Com toda essa complexidade de vai e vens modísticos, fica difícil acompanhar. Saber se oncinha pode ou se petit poa cai melhor com o Ray-Ban do Bob Dylan (vermelho ou preto?) já dá trabalho. Escolher um prato no restaurante quando há atum com gergelim e risoto de endívia com lichía no cardápio, então, nem se fala. E não vamos nem lembrar das caipirinhas, saquerinhas, caipiroscas. Limão, lima e maracujá não bastavam? Pra que uva verde com pimenta-rosa? Só pra confundir?
Outro dia, no mercado, encontrei uma amiga na fila do caixa. Ela com Chá-verde e Citrinos e eu com Ice-tea de pêssego. Nunca me senti tão last-week.
Mudando a esfera mas não o assunto, temos também o tomate seco, coitado! Terapia é pouco pra se recuperar do trauma. Imaginem: você é a sensação por anos...na pizza, na salada, na entrada, no salgado, só dá você! Todos te amam e nem se lembram como viviam antes do seu aparecimento. Aí que, num golpe de sorte, o alho-poró vem e rouba toda sua clientela. Quiche de tomate seco? Nem pensar!! Tem de alho-poró? Fora o quanto de dinheiro que os produtores, enlatadores e revendedores devem ter perdido em estoques e mais estoques dessa iguaria tão demodê.
Na mesma linha, temos a soja e a kinua-real. Da miséria ao topo em tempo recorde. Às vezes me pergunto: o que veio antes? A soja ou o vegetariano? E a soja que se cuide, por que do jeito que a coisa anda, logo logo a kinua já disparou na sua frente. E no meio de tudo isso, aposto que até o alho-poró já começou a se preocupar. Vai que a endívia pega, né?
Com toda essa complexidade de vai e vens modísticos, fica difícil acompanhar. Saber se oncinha pode ou se petit poa cai melhor com o Ray-Ban do Bob Dylan (vermelho ou preto?) já dá trabalho. Escolher um prato no restaurante quando há atum com gergelim e risoto de endívia com lichía no cardápio, então, nem se fala. E não vamos nem lembrar das caipirinhas, saquerinhas, caipiroscas. Limão, lima e maracujá não bastavam? Pra que uva verde com pimenta-rosa? Só pra confundir?
Outro dia, no mercado, encontrei uma amiga na fila do caixa. Ela com Chá-verde e Citrinos e eu com Ice-tea de pêssego. Nunca me senti tão last-week.
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